As pessoas falam do amor como algo pleno, grandioso e simples. Saem por aí falando de como existem alguns poucos sortudos no mundo que conseguem saber o que é o amor e saborear das delicias à dois que o amor tem para oferecer...
Sortudos?? O que?? Isso é praticamente ofensivo!!
Enquanto vocês estavam por aí investindo toneladas em suas carreiras, em seus estudos, ou mesmos em suas deliciosas vidas sociais badaladas, os que hoje vivem um grande amor estavam lá investindo horrores em desconstruir toda a ideia deturpada de amor que esta "maioria", que prefere investir em outra coisa e por tanto não tem muito ideia do que realmente seja amar, fantasiou do amor.
Pois é... Essa "idea" de amor que foi criada é uma puta mentira.
Me responde uma coisa: Sua profissão mega bem sucedida, que é um dos frandes prazeres da sua vida, te dá trabalho? Ah, você não é muito workaholic, né? Tudo bem... pode ser então qualquer coisa que te de muito prazer na vida e que por tanto você faz questão de manter acesa e vibrante em sua vida... Bom, mais exemplos: Sua vida social, seu futebol com os amigos, seu carro, seu salão de belezas,... Enfim... Tudo isso não te dá muito prazer? E também não te dá muito trabalho??
ENTÃO O QUE TE FAZ PENSAR QUE AMAR NÃO DÁ TRABALHO??
O amor que a maioria ensina (e que não leva muitos relacionamentos amoros a serem "bem sucedidos") é o amor mesquinho e pequeno. O amor que eu, você , o vizinho e qualquer outro animal de estimação aprende rapidinho, o amor da "posse", aquele que você aprende a conjugar, simplesmente porque o que é amado é seu, ou porque sente que o que é amado te tem como dele.
A grande mentira! A partir daí vem uma série longuíssima de desastres: Amar é se doar plenamente ao outro, é se entregar totalmente a emoção, é colocar o outro acima de tudo, é ter a relação no ponto central da sua vida, é saber conduzir a pessoa amada ou é saber deixar ser conduzido pela pessoa amada (nem vou discutir os preceitos machistas implícitos), dentre outros vários dizeres que por vezes soam tão extremistas que é mais fácil crer ser sorte do que quer que um ser humano é mesmo capaz de se excluir no mundo simplesmente para amar.
Aí, alguns seres humanos com "tendencias levemente suicidas" estão mesmo dispostos a tal proeza de se excluir no mundo para serem capazes de amar. Só que eles muito comumente, cedo ou tarde, descobrem que aquilo era apenas uma mentira. Então começam a travar uma batalha interna e com a própria vida para entender como pôde aquilo que eles mais acreditaram ser verdade ser apenas parcialmente verdade.
Eis quando os românticos despencam do abismo com a cara no asfalto. Arranhados e muito machucados, olham para si e para o mundo e decidem viver só, mas para eles amor é um dos grandes prazeres da vida, e como muitos não conseguem deixar seus hobbies, eles não veem sentido em deixar de amar, então decidem aprender o que realmente é o amor.
Chega então um momento em que eles aprendem o que é amar, e comumente estão sentindo muita dor neste momento, e é este o momento em que as pessoas começam a sentir inveja e dizer da sorte que eles tem por amar!!
____ SORTE?? TÁ DE BRINCADEIRA, NÉ??!! Eu trabalhei muito para chegar até aqui! E ainda por cima continuo de coração partido. É como se você tivesse falido uma empresa em que depositou todas as suas economias e ainda seus sonhos. Isso não seria considerado sorte para você.
Mas não posso ser ingrata. Devo reconhecer que não é qualquer um que consegue juntar economias para tentar abrir uma empresa, nem qualquer um que consegue coragem para investir em seus próprios sonhos.... ok. Mas ainda acho dizer me sorte, num momento desses um despautério.
Eu trabalhei e continuo trabalhando duro para viver um amor que me traga delícias, prazeres e diferentes sabores para a vida. Talvez foi apenas uma a sorte que tive nisso tudo: A sorte de ter encontrado um alguém, na vida, tão na contra-mão quanto eu, disposta a investir nisso tão abstrato e tão incerto que andamos contruindo juntas. A minha única sorte foi um bom encontro, a minha única sorte é ela. E essa é toda a sorte que precisava para ter coragem de trabalhar duro para viver essa delicia do nosso amor!
Cheguei a construir títulos que fizessem caber o discurso de mim, e agora chego ao ponto de necessitar livrar-me deles, transpor-los, transcendê-los.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Notas perdidas em um celular
Por que as pessoas casam?
Casamento não parece fazer sentido algum!
As pessoas se casam e depois parecem absolutamente infelizes. Olha só esses dois a minha frente:
Homem com cara de castrado, sem potência; A mulher com cara de insatisfeita. Dois filhos, um casal, que certamente crescerão e substituirão bem os pais no mundo com mesma relações desconjuntadas.
Ele será ensinado a fantasia de que seu maior prazer será conquistar muitas mulheres, mas que sua real felicidade será se casar e ter filhos;
Quanto a ela, será ensinada a fantasia de que trabalhará e estudará e assim se sentirá realizada, mas que sua grande felicidade será encontrar o homem de sua vida e ter filhos.
Pobres idealizações românticas, pobres enredos deste pobre tempo da humanidade.
Por que namorar?
Namorar é colocar-se de tal forma perto do outro que não se pode mais esconder o que se nega a si mesmo ver. O outro te mostra, o outro te incomoda, te pressiona, te aproxima de tal modo que tem também que te afastar. O outro está dentro de você.
É inútil estar tão perto, se assim se faz tão distante. Amedronta. As verdades de si amedrontam porque deixam obvias as suas mentiras.
Mas as mentiras existiam para tornar suportável, apenas suportável.
É então que vem a vontade de mergulhar na mentira! Viver a vida sozinho e repleto de companhias passageiras. Nelas as mentiras são verdades reluzentes, encantam, enobrecem e apaixonam. É fácil estar em companhia quando se está só. Pois então nada se revela de profundo, nada de angustia, ou de morte.
Nos Fazem Trabalhar...
...Feito escravos do desejo bancário. Nos cobram a comida, a bebida, nos privam da água E nos dizem ainda que é nossa culpa!
Não somos politizados, não sabemos voltar, não sabemos fazer democracia.
Nós não sabemos desde o ensino infantil, que nada nos ensinaram porque assim quiseram de nós.
Nos negligenciaram a crítica, a liberdade de expressão.
Nos alienaram no pouco tempo e na televisão.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Esse nó
Eu pude vê-la aos poucos afrouxando os dedos que entrelaçavam os meus, senti então suas mãos se abrindo e deslizando nas minhas.
Abri os olhos!
Ela estava partindo e eu não podia continuar confiando.
Já com as mãos distantes das minhas ela dizia: "Não estou partindo. Estou aqui, mas você não é capaz de sentir, o que te dou não é suficiente!"
De olhos muito abertos, agora, eu gritei: "VOCÊ NÃO PERCEBE QUE ESTÁ NOS MATANDO?"
Errei. Ela estava se distanciando. Então então a vi correr para longe, tão mais longe quanto o resistente amor por mim a permitiu ir. De longe ela gritou para que eu pudesse escutar em sussurro: "Eu não aguento mais ficar perto. Preciso ir para que possa continuar a ser quem quero ser."
Eu, ainda com os braços estirados na direção dela, ainda esperando sua mão na minha, ainda parada sem saber se deveria dar um passo para frente ou para trás.
Abaixei os braços, a olhei e a vi chorar. Nunca entendi seu olhar daquele momento.
Ela insistia em gritar, vez ou outra: "EU AMO VOCÊ". Até hoje não compreendi seu choro copioso. Eu estava lá, não havia morrido. Talvez ela chorasse o amor que recebera a notícia do câncer, talvez ela chorasse por sentir-se culpada por ter sido ela quem terminou, talvez ela chorasse... Na verdade essa era a única certeza: ela chorava.
Cansei de ficar em pé a sua espera, sentei na areia, e a observo: a cada onda do mar ela se distancia um pouco mais. Vezes ela se vira de costas para mim, e posso ouvir sua gargalhada dos prazeres supérfluos da vida (os mesmos que pareci tentar lhe privar o direito). E então sou eu que dou-lhe as costas, mas rio das possibilidades de vivências dos prazeres supérfluos do futuro.
Ela está lá. Eu estou aqui. O mundo me exige mais e cada vez mais, e estou paralisada. Chego a me questionar o quanto sou realmente capaz de estar só. Dói, mas é uma dor muda, então não a ouço e não olho para ela, apenas estou paralisada por ela.
Eu me iludo de que ela esta mais perto do que minha visão me confirma. Eu alucino sua presença em rostos desconhecidos, cabelos longos que apenas passam, silhuetas que são sombras de um desejo assassinado. Eu me iludo que ela ainda está perto, como que numa última tentativa de sanidade, como que em última tentativa de amor próprio.
Ela está longe. Ouço meu coração bater. Sinto o vento frio nos caminhos percorridos em meu rosto pelas lágrimas.
Sinto que logo menos não mais a verei, e tudo que conseguirei ouvir será o eco de minha própria voz.
sábado, 8 de novembro de 2014
Ser
Se permitir ou se educar?
Se jogar, se repensar, se criar, se melhorar, se saber, se perdoar, se julgar, se lamentar, se encorajar? Sonhar, realizar, criar, matar, desenhar, escrever,compor, apagar, parar, correr, pular, abaixar, esquivar, enfrentar?
Estacionar, esperar, pensar?
Agir, gritar, viver?
A questão será mesmo ser ou não ser?
Talvez a questão seja o que ser. E então, como ser?
Vivo no ser ou não ser a prisão na dicotomia dos extremos. Vivo no ser ou não ser a morte de tudo que me é e não me é. De tudo em mim que compõe o meio, de tudo em mim que compõe o que as palavras que me cortam e me cindem não me deixar expressar.
Sadios são os loucos que se esquecem das palavras e vivem a primorosidade das imagens. Sadios são os loucos que se negam a formatarem-se nas bordas frias e cortantes de uma sociedade fundada na hipocrisia e nas máscaras. Sadios são os loucos. E louca sou eu.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Ela partiu
Loucura
Raiva
Choro
Dor
Silêncio
Acreditei que fosse possível não sentir, me iludi que já tinha sentido demais para sentir novamente. ME ENGANEI.
Com voz de quem estava se divertindo antes da minha ligação, mais uma vez afirmando sentir o que eu não conseguia ver em sua expressão... Com voz suave ela me disse simplesmente "acho que não quero mais namorar"!
Menos de 12 horas atrás me chamava de amor, menos de 12 dias atrás me dizia que iria casar comigo. Como pode o amor ser dito de maneira tão leviana. Pior que não consigo duvidar do amor, pois eu o sentia, mas estava certa quando questionei sua força. Era amor, mas não era forte.
Ando tonteando pelos comodos da casa, perdida na nova organização que fui arremessada. E tudo que consigo me ouvir falar é "você sabia, sabia que ela faria isso! Soube desde o início que ela iria embora. Por que chorar agora que foi?"
Rodo inquieta, e repito mentalmente, não consigo aceitar. Não consigo entender tamanha incoerência. Eu amo de outro jeito, e meu amor não se desfaz na dificuldade, meu amor olha para a dificuldade de frente e busca a superar.
Tolo amor que descia para a baixada santista no meio da semana com folhas de declarações de amor, apenas para surpreende-la e encantá-la. Tolo amor que acreditava e falava da poesia de seu corpo. Tolo amor, que agora busca um jeito desesperado de conseguir suicidar-se!
Como é que se aprende a desamar? Como é que se deseapaixona?
Dói, eu choro, e sigo.
Porque a vida é mesmo isso, as vezes partimos, as vezes somos partidos.
Raiva
Choro
Dor
Silêncio
Acreditei que fosse possível não sentir, me iludi que já tinha sentido demais para sentir novamente. ME ENGANEI.
Com voz de quem estava se divertindo antes da minha ligação, mais uma vez afirmando sentir o que eu não conseguia ver em sua expressão... Com voz suave ela me disse simplesmente "acho que não quero mais namorar"!
Menos de 12 horas atrás me chamava de amor, menos de 12 dias atrás me dizia que iria casar comigo. Como pode o amor ser dito de maneira tão leviana. Pior que não consigo duvidar do amor, pois eu o sentia, mas estava certa quando questionei sua força. Era amor, mas não era forte.
Ando tonteando pelos comodos da casa, perdida na nova organização que fui arremessada. E tudo que consigo me ouvir falar é "você sabia, sabia que ela faria isso! Soube desde o início que ela iria embora. Por que chorar agora que foi?"
Rodo inquieta, e repito mentalmente, não consigo aceitar. Não consigo entender tamanha incoerência. Eu amo de outro jeito, e meu amor não se desfaz na dificuldade, meu amor olha para a dificuldade de frente e busca a superar.
Tolo amor que descia para a baixada santista no meio da semana com folhas de declarações de amor, apenas para surpreende-la e encantá-la. Tolo amor que acreditava e falava da poesia de seu corpo. Tolo amor, que agora busca um jeito desesperado de conseguir suicidar-se!
Como é que se aprende a desamar? Como é que se deseapaixona?
Dói, eu choro, e sigo.
Porque a vida é mesmo isso, as vezes partimos, as vezes somos partidos.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Análise
O silêncio.
A espera.
Esperei e não estava lá. Confirmou-se então a fantasia do abandono. Na minha realidade, um fato. Na realidade dela, um desentendimento.
Mas se ela seria apenas reflexo do eu, então o que concluir?
RAIVA
As vezes, antes de crescer eu dou uma puta birra! E birra cabe raiva. Que bom que hoje dou birras, pois se elas existem é porque existe também desejo meu. Desejo que esteja em mim, e não apenas o desejo de ser o desejo do outro.
AINDA RAIVA
Como pude confiar, ou pior, condicionar meu cuidado a um outro qualquer? NÃO, EU ERRO. QUEM DEVE ME CUIDAR SOU EU. Eu nem a conheço, e ela é apenas profissional.
Mas da próxima vez que eu for lá me deitar eu terei que falar, e só de imaginar dói. Só no imaginar.
Eta louca, essa análise.
A espera.
Esperei e não estava lá. Confirmou-se então a fantasia do abandono. Na minha realidade, um fato. Na realidade dela, um desentendimento.
Mas se ela seria apenas reflexo do eu, então o que concluir?
RAIVA
As vezes, antes de crescer eu dou uma puta birra! E birra cabe raiva. Que bom que hoje dou birras, pois se elas existem é porque existe também desejo meu. Desejo que esteja em mim, e não apenas o desejo de ser o desejo do outro.
AINDA RAIVA
Como pude confiar, ou pior, condicionar meu cuidado a um outro qualquer? NÃO, EU ERRO. QUEM DEVE ME CUIDAR SOU EU. Eu nem a conheço, e ela é apenas profissional.
Mas da próxima vez que eu for lá me deitar eu terei que falar, e só de imaginar dói. Só no imaginar.
Eta louca, essa análise.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Homelher Mulhomem
Garoto Garota
Garot >> o (ou) a
Crianças
Menino Menina
Menin >> o (ou) a
Crianças
Vestido NÃO choro NÃO emoção NÃO delicadeza NÃO vaidade NAO >> O
Esporte NÃO relaxo NÃO peso/força NÃO agressividade NÃO rivalidade NÃO >> A
=== RESULTADO ===
HOMEM MULHER
HOME>>M<<ULHER
Implantaram no corpo a dor social, a dor conjugal
A dor de estar no oposto, no distante, no dual
Homelher Mulhomem
Memolhum Relhemoh
Lhomume Lhehom
Tantos poderiam ser
Tantos são
Tantos não queriam ser
Sabem o gosto da exclusão
Tantos, Tantos, e ainda tão poucos
Tantos, Tantos, Tantos e Eu
A dor de não se saber por terem o impedido tentar aprender
Assinar:
Postagens (Atom)