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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Meu aMar é você!!

As minhas palavras não dão mais conta de dizerem sobre esse amor!
Talvez ao longo da vida fui o entrelaçando a palavra dor.
Da dor de amar eu aprendi a falar, um banco de palavras vasto, todo salgado por lágrimas minhas e de toda uma humanidade que ainda jovem tanto dramatizou o amor.

Então vivo hoje com você esse "Amar"! Sim, "amar" verbo no infinitivo! Eis o meu segredo!

 Você me ensinou a deixar de viver o "amor" que por ser substantivo tem fim em si próprio, nomeia e assim determina e fecha as possibilidade de novos significados.
Você me ensinou a viver o "amar" que é verbo, e se faz sempre com o outro. Para se conjugar o "amar", sempre é preciso um sujeito, ele vai alterando sua forma de acordo com suas conjugações, está no passado, no presente no futuro e até em tempos verbais mais complexos que nem tempos lineares acompanham.
 Amar é majoritariamente ação, movimento, vida. É impossível se manter amando sem se modificar neste "amar".

 Eis que experimentei algo absolutamente sublime e completamente novo em minha vida! A vivência da ausência da dor! Eu, que sempre tão acostumada com as pulsões da morte, me deparo hoje com Pulsão de VIDA!
 Te amar me modificou, me despertou para muito mais, me fez dormir menos, me emocionar mais, cuidar mais dos adjetivos e substantivos nos quais eu me engavetava, me libertou para uma sexualidade mais ampla.
Ser amada por você me fez acalmar a alma, confiar mais no mundo, aprender a receber melhor, a perceber a importância do silêncio, a te amar ainda mais.
 Viver esse nosso amar  me fez chorar de amor e de felicidade, me tornou mais leve e menos crítica, me ensinou a fazer palaçada e não ter vergonha por ser frágil e fofa, e calou minha escrita poética.

 Eu perdi a pouca habilidade que tinha de escrever sobre o amor.
E agora entendo que talvez o motivo seja o bendito substantivo que difere tanto da incrível experiência que temos vivido ao conjugar o verbo "amar" juntas.

                                                        NÓS NOS AMAMOS!


Ainda viverei o dia que saberei falar tão mais das coisas belas, felizes, satisfatórias e transcendentais! E neste dia, metade de tudo que eu escrever terá seu nome.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Esse nó

Eu pude vê-la aos poucos afrouxando os dedos que entrelaçavam os meus, senti então suas mãos se abrindo e deslizando nas minhas.
 Abri os olhos!
 Ela estava partindo e eu não podia continuar confiando. 
Já com as mãos distantes das minhas ela dizia: "Não estou partindo. Estou aqui, mas você não é capaz de sentir, o que te dou não é suficiente!"
 De olhos muito abertos, agora, eu gritei: "VOCÊ NÃO PERCEBE QUE ESTÁ NOS MATANDO?"







Errei. Ela estava se distanciando. Então então a vi correr para longe, tão mais longe quanto o resistente amor por mim a permitiu ir. De longe ela gritou para que eu pudesse escutar em sussurro: "Eu não aguento mais ficar perto. Preciso ir para que possa continuar a ser quem quero ser." 
Eu, ainda com os braços estirados na direção dela, ainda esperando sua mão na minha, ainda parada sem saber se deveria dar um passo para frente ou para trás. 
 Abaixei os braços, a olhei e a vi chorar. Nunca entendi seu olhar daquele momento. 

 Ela insistia em gritar, vez ou outra: "EU AMO VOCÊ". Até hoje não compreendi seu choro copioso. Eu estava lá, não havia morrido. Talvez ela chorasse o amor que recebera a notícia do câncer, talvez ela chorasse por sentir-se culpada por ter sido ela quem terminou, talvez ela chorasse... Na verdade essa era a única certeza: ela chorava. 

 Cansei de ficar em pé a sua espera, sentei na areia, e a observo: a cada onda do mar ela se distancia um pouco mais. Vezes ela se vira de costas para mim, e posso ouvir sua gargalhada dos prazeres supérfluos da vida (os mesmos que pareci tentar lhe privar o direito). E então sou eu que dou-lhe as costas, mas rio das possibilidades de vivências dos prazeres supérfluos do futuro.

Ela está lá. Eu estou aqui. O mundo me exige mais e cada vez mais, e estou paralisada. Chego a me questionar o quanto sou realmente capaz de estar só. Dói, mas é uma dor muda, então não a ouço e não olho para ela, apenas estou paralisada por ela. 

 Eu me iludo de que ela esta mais perto do que minha visão me confirma. Eu alucino sua presença em rostos desconhecidos, cabelos longos que apenas passam, silhuetas que são sombras de um desejo assassinado. Eu me iludo que ela ainda está perto, como que numa última tentativa de sanidade, como que em última tentativa de amor próprio. 

 Ela está longe. Ouço meu coração bater. Sinto o vento frio nos caminhos percorridos em meu rosto pelas lágrimas. 

 Sinto que logo menos não mais a verei, e tudo que conseguirei ouvir será o eco de minha própria voz. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ela partiu

Loucura
Raiva
Choro
Dor
Silêncio

 Acreditei que fosse possível não sentir, me iludi que já tinha sentido demais para sentir novamente. ME ENGANEI.

 Com voz de quem estava se divertindo antes da minha ligação, mais uma vez afirmando sentir o que eu não conseguia ver em sua expressão... Com voz suave ela me disse simplesmente "acho que não quero mais namorar"!

 Menos de 12 horas atrás me chamava de amor, menos de 12 dias atrás me dizia que iria casar comigo. Como pode o amor ser dito de maneira tão leviana. Pior que não consigo duvidar do amor, pois eu o sentia, mas estava certa quando questionei sua força. Era amor, mas não era forte.

 Ando tonteando pelos comodos da casa, perdida na nova organização que fui arremessada. E tudo que consigo me ouvir falar é "você sabia, sabia que ela faria isso! Soube desde o início que ela iria embora. Por que chorar agora que foi?"

 Rodo inquieta, e repito mentalmente, não consigo aceitar. Não consigo entender tamanha incoerência. Eu amo de outro jeito, e meu amor não se desfaz na dificuldade, meu amor olha para a dificuldade de frente e busca a superar.

Tolo amor que descia para a baixada santista no meio da semana com folhas de declarações de amor, apenas para surpreende-la e encantá-la. Tolo amor que acreditava e falava da poesia de seu corpo. Tolo amor, que agora busca um jeito desesperado de conseguir suicidar-se!

 Como é que se aprende a desamar? Como é que se deseapaixona?


Dói, eu choro, e sigo.

Porque a vida é mesmo isso, as vezes partimos, as vezes somos partidos.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Aprendendo a AMAR

 Tenho sorte porque nasci aprendendo a amar e receber amor. Não disse nasci sabendo, mas aprendendo Aprendi rápido e forte e venho amando muito, ainda assim não sei, apenas aprendo.
 Amo minha família, amo meus amigos, amo a vida, amo a tudo que de maneira positiva e negativa me constituiu, amo também a possibilidade de amar.
 Então conheci alguém que vem emudecendo o meu amor. Eu olhava para ela e via algumas coisas de meus amigos, eu via também algo da minha família, eu via muito da vida nela, eu via um pouco de mim. Eu vi nela o meu mundo, nos olhos dela imensidão, no sorriso a alegria que queria ao meu lado para sempre, na pele dela eu quis a pela minha!
 Eu que tanto amei na vida, que tanto amor vim aprendendo, vivi então o medo de amar, pois o desejo era de alma e quando é de alma é tanto que a mente tenta ponderar. Ponderei o quanto pude, mas naquela noite já não podia mais, naquela noite ao dizer "eu te amo" as lagrimas caíram rompendo com qualquer ponderação.
 Nunca antes houvera amado assim de mãos dadas, nunca antes houvera experimentado a sensação de romance tamanho que se tenha vontade de perder-se no outro, com o outro. E então venho me deparando com mais um aprendizado do amor: venho aprendendo a amar calada, porque as palavras já não dão conta do amor que quero dizer!
 Tudo que posso escrever ou falar é clichê! E mesmo eles são incompletos!
Eu a amo calada, e falando o tempo inteiro!
Eu amo ela ter me ensinado que ao invés de "mas" eu posso usar "e"
Eu amo ela ter carinho nas palavras e no olhar
Amo aprender a amar a praia
Amo ela amar a praia
Amo o novo sentido que a palavra Santos tem hoje em minha vida
Amo a ironia dela amar as palavras e eu viver dislexiando elas todas
Amo ela gostar de poesia e MPB
Amo ela ser a grande responsável por eu conseguir prestar atenção nas letras das músicas
Amo ela reclamar que eu não abraço depois que adormeço (e pretendo sinceramente convencer meu inconsciente a ser mais carinhoso!)
Amo ela viver a música como uma espécie de mantra diário multidiversificado
Amo ela ter muitos amigos e ter muito espaço na vida dela pra eles
Amo a maneira doce como ela ama a família
E por amá-la tanto, já amo a família dela de brinde, afinal para terem criado uma pessoa tão incrível eles certamente são incríveis
Eu amo a ideia de ficar com ela muito tempo, mas muito tempo
Amo também a frase "que seja eterno enquanto dure" porque ela na verdade fala da verdade mais verdadeira da vida, só que de um jeito meio torto... para mim ela diz: o agora é eterno então viva-o como tal.
 Eu A amo nessa eternidade do agora! Um agora curioso que fica tentando saber do passado para amar o passado também, um agora teimoso que nega que o 'antes' ele não viu, e um agora obstinado que tem certeza que permanecerá no futuro e logo sonha, logo se planeja ao lado dela!
 Eu amo esse meu agora também!
Ah! Como ando amando!!! E se ando tendo tanto amor é porque tenho tido o amor dela, multiplicador do meu!

 E antes de terminar de jogar tudo que borbulhava em mim para esta tela em branco devo dizer, ou melhor, confessar que se coloquei no passado os vários verbos no começo do texto, é porque ainda estava construindo coragem para colocá-los no presente e no contínuo!

http://www.youtube.com/watch?v=fNB7OdyX3_g

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

 Palavras faltam pra falar da falta. Continuam a faltar para falar dessa completude.
Sobram suspiros, sorrisos, olhares meus que se perdem nos seus como nunca se perderam em nenhum outro. Se perdem enquanto se sentem encontrados, encaixados. Não posso disfarçar o brilho que me toma não apenas o olhar, a áurea. Do sorriso bobo nem comentarei, dele não tenho muito orgulho, não por ser tortinho (pois até esse detalhe seu 'eu' tão você tornou um detalhe meio que nosso) mas por ele ser tão seu quando estou perto de ti que sequer consigo desfazê-lo. Ele começa e sai do meu controle, fica lá enfeitando meu rosto pela metade e se recusando a ir embora.
 Apesar de não gostar desse sorriso insistente, adoro sua reação quando reclamo dele! Caramba, como tem coisas em você que eu adoro! A cada minuto que vou passando ao seu lado, cada detalhe seu que se deixa revelar, cada explicação teórica e hiper contextualizada sua para se deixar revelar um traço, que talvez lhe pareça um pouco mais frágil, me faz brilhar os olhos por estar tendo o prazer de dividir essa experiência maluca que é a vida com você. Poder saber desses seus detalhes, te ter assim tão pertinho, me faz maior, me faz melhor,e torna o mundo mais doce.
 Ah, como me faltam palavras, e como me sobram sentimentos. Como me falta tempo, e como me sobra saudade! Ah, que sorte tenho eu! Sorte em estar compartilhando toda essa sobra e essa falta que compõe a vida. Sorte doce, doce sorte! Doce como tudo que rodeia as Nossas sobras e Nossas faltas!
 Das muitas coisas a serem ditas uma delas que me parecem não faltar e nem sobrar são essas, que, muitas vezes, me tomam a boca e se jogam para fora de mim, na mais pura intenção de te alcançar: "Eu Te Amo".

domingo, 7 de julho de 2013

Nossos momentos mudos

 É curioso que justo com você, que tem tudo com muitas palavras, que de certa maneira tem me apresentado o magnifico mundo dos sentidos escritos da poesia e da música, justo com você que trouxe sentido novo a minha escrita, justo com você tenho vivido os melhores momentos mudos.
 Os primeiros foram aqueles que seus olhos me olhavam e convidavam os meus a mergulharem em ti. Foi num destes primeiros momentos mudos que me joguei pra fora do mergulho e nos tirei do silêncio ao soltar a  conhecida frase: "Olhão!"...rsrs... É que naquele momento eu não suportei a intensidade do não dito que nos permeava.
 Depois de pouco tempo compartilhamos o silêncio à beira mar, e fiquei surpresa com o fato de que com você o silêncio não me incomodava, com você o silêncio não me incomoda! Naquele dia devo ter quebrado nossos momentos mudos com: "Como você é linda!" , mas não porque não suportei a intensidade, apenas porque achei injusto você não saber que mesmo com toda a beleza do espetacular litoral a me rodear naquele nosso momento mudo era sua a beleza que eu estava a contemplar. Aquele dia, teve um momento em que você estava tão linda que me fez sentir frio na barriga, que me causou riso. Claramente você não deixou meu riso escapar da sua curiosidade (que por sinal, diferente da minha, precisa de palavras pra ser sessada), eu respondi que tinha sentido frio na barriga, e tive a impressão de que você me achou um pouco louca pela expressão facial ( lugar da onde mato muito das minhas curiosidades, mas muito mais cheio de incertezas) q fez entre a minha resposta e a sua: "Que lindo isso, Tha! Achei lindo mesmo!"  Depois da resposta pensei que você pudesse ter se assustado com minha reação física e te disse que eu era assim mesmo, sentia muito no corpo também,  e você apenas repetiu a primeira parte da sua ultima fala.
 Muitos silêncios foram compartilhados, e muito foi dito também antes de nossos corpos se conversarem. Outro dos nossos grandes momentos mudos! Você me dizendo o que fazer e o que não fazer sem nenhuma palavra pronunciar, falando algo apenas quando eu ignorava, por travessura ou sede, o que estava sendo dito sem dizer.  Seu corpo e meu corpo dançaram juntos, e a canção que nos tomava a audição era superada ao passo que a música que saia da nossa dança me ensurdecia. E novamente ali, seus olhares me tomavam e me levavam para algum outro lugar, onde as palavras não são ditas e nem mesmo necessárias.
 Meus nossos momentos mudos favoritos incluem esses seus olhares que tanto me dizem, e tão bem me ouvem, mas surpreendentemente ontem vivemos um dos mais lindos deles, sem ter os olhares. Tive a sorte de tê-la tido tão perto quando um sentimento me invadiu a alma e me fez deixar sair da boca um baixo dizer: "eu te amo"! E não bastava a sorte de poder sentir e dizer, ainda tive a sorte de, devido a timidez de expressar meu sentimento, reencostar a cabeça em você e ter a deliciosa surpresa de ouvir seu coração mudar de ritmo. Não houve palavras neste momento, e agora palavras não há para descrever tal vivência.
 Tal vivência ... E que vivência. E o melhor é que não me imagino vivendo essa vivência com mais ninguém além de você. Só com você cabem nossos momentos mudos, pois eles só cabem em nós!
 E termino esse texto com as últimas linhas em branco, representando a ausência de palavras que preenche muito dos nossos dizeres, e talvez simbolizando qu



sábado, 29 de junho de 2013

Te amo 05

Achei que já tinha amado tudo que um coração poderia amar!
Achei que já tinha sentido toda a delicia de viver o amor sincero por um outro ser!
Achei que o amor não teria muito de novo a me apresentar a não ser o sabor de novo que ele traz nele mesmo sempre!
 Mas então você entrou em minha vida e vem me mostrando, nos detalhes, como de amor ainda sei pouco, e como ele pode me surpreender em sua amplitude!
 Quero aprender mais amor com você. Quero continuar te amando, pois só você me faz amar assim. Só sendo seu meu amor ganha essas cores e esse espaço em minha vida!

domingo, 9 de junho de 2013

És tu!

Nunca ninguém houvera dormido em meu braço
Nunca ninguém houvera me olhado com aquele olhar
Nunca ninguém houvera me tocado com aquele toque
Tudo que, até então, apenas sonho, apenas vontade
Eis que você, e somente você trouxe me o doce gosto do viver de um sonho
Eis que você, e somente você me levou a viver mais, a sonhar mais
Eis que você, e somente você...
Eis você...
Somente você...
Você..
Você!

terça-feira, 21 de maio de 2013

 Busquei diversas vezes dicionário para compreender suas palavras
 Ouvi diversas músicas para tentar adentrar seu universo todo particular
 Pintei teorias na minha cabeça para tentar desvendar seus doces mistérios
 Sem perceber fui adentrando a sua vida, e de repente dei-me conta!
 Nada mais preciso além de suas palavras e de seu olhar, que te revelam na medida, e me encantam  descomedidamente!

E vou vivendo com esse excesso de adjetivos bons terminados em exclamações, e você sendo parágrafo e letra maiúscula de cada frase que vou compondo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sonhei?

Sonhei que mergulhei em seus olhos e junto mergulhastes nos meus
Que ouvi a alma, olhei as palavras e senti os dizeres teus
Nossas mãos enlaçadas, levadas por sorrisos que enfeitiçaram
Nossos beijos, uma dança, movida por corpos que se encaixaram
Corpo teu sob o meu corpo muito diferentes porque muito igual
Curiosidade, desejo, anseio quebrando medo, receio e ideal

Sonhei que estive contigo e que dessa vez estive bem mais perto
Que te jogastes no corpo  meu, mesmo sem, do teu, saber, ao certo
Juntas descobrimos caminhos, e quis perder-me em tuas enluaradas ruas
Embriaguei me com teu gosto,  enquanto bebia e deleitava em curvas tuas
Minhas mãos não contive e minha boca beijou-te tanto quanto desejei
Carinho, toques, olhares, troca, com você, um dos sonhos mais lindos que sonhei

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Via Inbox:


  ...Iria dizer que queria ter tido mais 2 horas com você, mas sei que se tivesse tido 2, eu iria ter quisto 4. Fato é que horas não são suficientes pois seu universo me instiga a desvendar-te.
 E diferentemente de uma charada, que se faz querer decifrar, mas quando decifrada perde o propósito de existir, Você me faz querer desvendar-te como tento desvendar a uma linda composição de música instrumental, cujo o mistério é uma constante. 
 Ouve-se, sente-se, saboreia-se a música, pensa-se, elabora-se, concluí-se acerca dela, e assim que a ouve novamente percebe-se-a de outra maneira, pois seu universo é infinito e tudo que se pode apreender dela é o instante. 
 Assim me é você, um universo infinito que me desperta ouvires, sentires e sabores, que me faz pensar, elaborar e concluir, e que assim que me aproximo novamente, percebo-te diferente, e confesso ser pura humanice pretensiosa o meu tentar desvendar-te.
 Percebo que você é universo infinito, você é instante, que você não é nada disso que disse e nada que um dia poderei dizer, porque você "é, e não é", e logo acho graça. E logo sorrio. E logo, te quero por mais instantes. E logo, apenas te quero mais.