É, eu sei, eu sei. Não tenho te procurado muito esses últimos tempos.
E acho que foi ótimo nos encontrarmos, porque eu estava mesmo precisando falar contigo.
Sabe o que é? Nas últimas vezes que nos encontramos não fui muito sincera com você. Você deve ter notado que eu estava um pouco mais distante, não conseguindo falar direito sobre meus sentimentos e menos ainda expressar meus pensamentos.
Pois é... Eu sei... Você não deve ter entendido nada mesmo.
Eu andei pensando no porque isso estava acontecendo, pois nesses últimos tempos andei sentindo muita saudade da relação que tínhamos antes. Sorri ao lembrar dos nossos longos encontros poéticos, textuais e até mesmo musicais, que nesses últimos 5 anos foram sendo cada vez mais raros até tornarem-se extintos.
Mas que bom que te reencontrei por aqui.
Então voltando ao que estava tentando dizer, Palavra. Eu queria te pedir desculpas.
Eu sei que andei te mal tratando, não explicita ou fisicamente, mas reconheço que te excluí do meu hall de amigos nesses últimos anos.
Eu fiz novos amigos, e alguns novos inimigos. Dentre esses inimigos novos, a Burocracia Acadêmica foi a maior responsável por este nosso distanciamento, depois de mim mesma, é claro.
Sabe, quando conheci a Academia rolou até um apelido carinhoso, "Mack", eu via nela tantas novas verdades, tantas novidades e devido ao lugar que a dediquei em minha vida, acabei em algum momento fazendo com que as verdade dela fossem de alguma maneira matando as minhas.
Foi nesse ponto que ela começou a se tornar minha inimiga. Mas eu não percebia que estava contruindo esse tipo de relação com a "Mack", eu achava que estávamos crescendo juntas e que eu devia muto a ela, pois sem ela eu talvez não conseguiria chegar no lugar que me via no futuro.
Foi então que nos últimos anos comecei a perceber que minha amizade com ela, há muito tempo já não era mais horizontal. Isso se é que um dia foi...
Bom, o maior problema é que para tentar manter aquela minha amizade com a Burocracia Acadêmica, eu fui me deixando matar na minha expressão, e fui me tornando mais e mais distante de você, Palavra.
Eu culpei você por tentar me prender e me diminuir como sujeito dotado de expressão artística, e saber empírico. Eu acreditei cegamente que era você a responsável por me impedir de criar melhor. Passei a achar você limitada, e pouco flexível. E o pior é que quanto mais esses sentimentos cresciam, e mais eu me distanciava, quando a gente se encontrava era algo entroncado, Lembra?
Pois é... Eu sei que era eu a responsável por todo nosso desconforto, mas eu já não sabia mais como estabelecer a intimidade que tínhamos que antes era tão natural. Era como se tudo que eu falasse para você fosse ser insuficiente, mal compreendido, ou julgado.
Eu me enganei. Nunca foi você quem me aprisionou.
Também seria um erro afirmar que quem me aprisionou foi a Burocracia. Não. Eu reconheço que quem me aprisionou fui eu mesma. Afinal de contas a Mack nunca me pediu para colocá-la naquele lugar, ela nunca me obrigou a amizade alguma, e tão pouco teve intenções de me fazer distanciar-me de você.
Muitas vezes, inclusive ela até tentou nos reaproximar. Você se lembra dos tantos encontros que tivemos nós três? Eram tão estranhos, né? Eu sempre te ignorava no final. É que eu sentia que quando nos encontrávamos com a Mack, ela nos dizia a todo momento o que era certo e errado se fazer, e se mostrava pouquíssimo aberta a flexibilidade que nossa relação intima trazia. Eu diria até que ela se incomodava com nossa intimidade.
E o meu maior erro foi acreditar que ela estava certa, e que eu e você não devíamos ser intimas, Acreditei que você deveria ser apenas como uma ferramenta, e que nossa relação deveria ser estritamente profissional. Comecei a reproduzir em você a opressão que sentia na relação com ela. Assim como me sentia apenas uma ferramente dela, numa suposta relação de amizade e real relação de tecnificação do Eu. Passei a te tratar como uma ferramenta.
Me desculpa , Pa.
Como eu sinto saudades da nossa intimidade.
Como sinto saudades das tantas lágrimas que você me ajudou a enxugar, dos tantos risos que você me fez soltar, das tantas poesias que você me ajudou a compor e colorir minha vida.
Você me desculpa?
Mesmo?
Nossa!!! Obrigada!!! Você não sabe como é importante saber que você entende tudo isso que vivi!
Você sempre foi uma das minhas melhoras amigas. Eu sempre acreditei em você.
Alguns tentaram me calar, por acreditarem que o que eu e você tínhamos para dizer ao mundo era menor do que tudo que eles tinham nos livros deles.
Mas lembra desses Raps nacionais que tanto têem nos aproximado, até chegarmos a essa conversa hoje? Lembra do que eles dizem?
A Burocracia Acadêmica está errada! Nós temos muito a falar! Coisas que os livros deles não contam, coisas que só eu e você podemos dizer.
Cheguei a construir títulos que fizessem caber o discurso de mim, e agora chego ao ponto de necessitar livrar-me deles, transpor-los, transcendê-los.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Nua
Eu decidi que iria dormir nua aquela noite.
Me despi e percebi que estava me despindo para mim mesma! Não para alguém. Não por um motivo mecânico como me trocar, tão pouco para tomar banho. Estava me despindo para mim mesma!
Então me peguei pensando "sempre gostei de ficar livre e sem roupas, por qual motivo sinto que esta é a primeira vez que faço isso?"
De fato nunca houvera feito aquilo antes. Não daquela forma. Gostava de ficar sem roupas, mas isso apenas acontecia depois dos banhos, ou entre trocas de roupas.
Minha mente foi muito rápida ao me responder prontamente o porque nunca tinha feito aquilo antes. Respondeu ecoando frases dita por meus pais em diferentes momentos da minha infância quando eu os questionava do porque eu tinha de por roupa para dormir " Dormir sem roupa faz o espirito fugir do corpo." "Dormir sem calcinha e sem camiseta atrai assombração." "Dormir sem roupa faz pegar resfriado."
(Essa última frase veio em momentos mais próximos da adolescência em que eles não sabiam se eu acreditava ou não em realidades 'extra-materiais'.. rsrs)
Fato é que sem perceberem, e com certeza sem nenhuma pretensão perversa, meus pais estavam me ensinando aquilo que aprenderam: "Eu não podia amar meu corpo, deveria escondê-lo e não dar a ele muito prazer, pois estes prazeres da carne são pecaminosos." De quebra eles foram também me levando a acreditar que meu corpo era feio, e só poderia ser apreciado se bem enfeitado por roupas e tantas coisas mais.
Eu não me dei conta de nada disso até aquele momento em que escolhi ficar nua. Foi então que decidi escrever sobre aquela epifania. Peguei o caderno, a caneta e sentei na cama para escrever.
Sentei com as pernas dobradas em x, e naturalmente a sola do meu pé ficou próxima a minha genitália. Eis a questão!!!!! Outra epifania!
Freud foi um cara esperto quando colocou a sexualidade no centro das questões dos homens.
Ao perceber meus próprios pés perto da minha própria genitália, minha mente foi ligeira na repressão, me avisando dos "perigos de saúde" que eu corria ao deixar pés perto da minha vagina. Minha resposta a minha mente: "NEUROSE, FILHA DA PUTA!"
Eu decidi não mover meu pé para longe. Aquele pensamento estava errado! Meu corpo é meu templo, e minha vagina não deve ser assim tão vulnerável ao mundo externo! Tão pouco meu pé tão repleto de sujeiras! E porque é que o pé ainda a pouco lavado causaria mal?
Obviamente! Eu fui criada para viver uma sexualidade aprisionada, para ter meu corpo atrofiado e alienado em um sistema que não apenas o deslegitima como meu, mas também tenta me convencer que é algum tipo de pecado ser dona de meu corpo e amá-lo, e proporcioná-lo prazer. Sistema que também produz tortura ao meu corpo por meio de salto-altos, roupas apertadas demais, tecidos que agridem minha transpiração natural e tantos padrões corporais que podem me levar a facilmente me voluntariar a mal tratar meu corpo para alcança-los.
Milhões de pensamentos me invadiram. A história da opressão ao feminino, e também a história da religião.... transbordavam, milhões de pensamentos em alguns poucos segundos.
E em seguida:
SILÊNCIO
Um silêncio de uma vibração que ecoa!
SiLêNcIo
O silêncio de um corpo que estava renascendo.
silêncio
O silêncio se foi. Chorei, emocionada. E assim que limpei a lágrima andei até o amplo espelho na porta direita do guarda roupa.
Encarei meu corpo enquanto passava a mão por ele. Eu estava me enxergando com olhos que nunca antes me viram.
Então num súbito romper de energia comecei a pular e a dançar sem musica alguma! Eu dancei e festejei aquele momento.
Igualmente num rompante parei de dançar, e fitei meu reflexo, sorridente.
Tive certeza que meu corpo nunca mais seria esquecido por mim.
Aquela noite dormi nua.
Meu espirito não fugiu, Não fui assombrada, E tão pouco fiquei resfriada!
Muitas outras noites dormi nua.
Finalmente MEU corpo!
Me despi e percebi que estava me despindo para mim mesma! Não para alguém. Não por um motivo mecânico como me trocar, tão pouco para tomar banho. Estava me despindo para mim mesma!
Então me peguei pensando "sempre gostei de ficar livre e sem roupas, por qual motivo sinto que esta é a primeira vez que faço isso?"
De fato nunca houvera feito aquilo antes. Não daquela forma. Gostava de ficar sem roupas, mas isso apenas acontecia depois dos banhos, ou entre trocas de roupas.
Minha mente foi muito rápida ao me responder prontamente o porque nunca tinha feito aquilo antes. Respondeu ecoando frases dita por meus pais em diferentes momentos da minha infância quando eu os questionava do porque eu tinha de por roupa para dormir " Dormir sem roupa faz o espirito fugir do corpo." "Dormir sem calcinha e sem camiseta atrai assombração." "Dormir sem roupa faz pegar resfriado."
(Essa última frase veio em momentos mais próximos da adolescência em que eles não sabiam se eu acreditava ou não em realidades 'extra-materiais'.. rsrs)
Fato é que sem perceberem, e com certeza sem nenhuma pretensão perversa, meus pais estavam me ensinando aquilo que aprenderam: "Eu não podia amar meu corpo, deveria escondê-lo e não dar a ele muito prazer, pois estes prazeres da carne são pecaminosos." De quebra eles foram também me levando a acreditar que meu corpo era feio, e só poderia ser apreciado se bem enfeitado por roupas e tantas coisas mais.
Eu não me dei conta de nada disso até aquele momento em que escolhi ficar nua. Foi então que decidi escrever sobre aquela epifania. Peguei o caderno, a caneta e sentei na cama para escrever.
Sentei com as pernas dobradas em x, e naturalmente a sola do meu pé ficou próxima a minha genitália. Eis a questão!!!!! Outra epifania!
Freud foi um cara esperto quando colocou a sexualidade no centro das questões dos homens.
Ao perceber meus próprios pés perto da minha própria genitália, minha mente foi ligeira na repressão, me avisando dos "perigos de saúde" que eu corria ao deixar pés perto da minha vagina. Minha resposta a minha mente: "NEUROSE, FILHA DA PUTA!"
Eu decidi não mover meu pé para longe. Aquele pensamento estava errado! Meu corpo é meu templo, e minha vagina não deve ser assim tão vulnerável ao mundo externo! Tão pouco meu pé tão repleto de sujeiras! E porque é que o pé ainda a pouco lavado causaria mal?
Obviamente! Eu fui criada para viver uma sexualidade aprisionada, para ter meu corpo atrofiado e alienado em um sistema que não apenas o deslegitima como meu, mas também tenta me convencer que é algum tipo de pecado ser dona de meu corpo e amá-lo, e proporcioná-lo prazer. Sistema que também produz tortura ao meu corpo por meio de salto-altos, roupas apertadas demais, tecidos que agridem minha transpiração natural e tantos padrões corporais que podem me levar a facilmente me voluntariar a mal tratar meu corpo para alcança-los.
Milhões de pensamentos me invadiram. A história da opressão ao feminino, e também a história da religião.... transbordavam, milhões de pensamentos em alguns poucos segundos.
E em seguida:
SILÊNCIO
Um silêncio de uma vibração que ecoa!
SiLêNcIo
O silêncio de um corpo que estava renascendo.
silêncio
O silêncio se foi. Chorei, emocionada. E assim que limpei a lágrima andei até o amplo espelho na porta direita do guarda roupa.
Encarei meu corpo enquanto passava a mão por ele. Eu estava me enxergando com olhos que nunca antes me viram.
Então num súbito romper de energia comecei a pular e a dançar sem musica alguma! Eu dancei e festejei aquele momento.
Igualmente num rompante parei de dançar, e fitei meu reflexo, sorridente.
Tive certeza que meu corpo nunca mais seria esquecido por mim.
Aquela noite dormi nua.
Meu espirito não fugiu, Não fui assombrada, E tão pouco fiquei resfriada!
Muitas outras noites dormi nua.
Finalmente MEU corpo!
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Por que assistir "meu namorado é um zumbi"?
Numa sociedade onde as relações estão absolutamente fragilizadas, onde os sujeitos caminham apressados pelas ruas, se esquivando uns dos outros como se fossem objetos e não pessoas. Trabalham constantemente atrás do relógio, doam suas vidas anestesiadas ao dinheiro e à segurança material. Aos finais de semana buscam obrigatoriamente alguma fonte de prazer, sendo as drogas o caminho mais, curto, se não o único possível frente ao pouco tempo disponível para se investir em prazer, e a rapidez com que ela funciona.
Enfim, penso: Não é a toa que os mitos dos zumbis estejam tão em alta ultimamente! Somos a cada dia uma pitada mais parecido com eles, e sim, perseguimos os que não são zumbis! Não conseguimos admitir que eles tenham uma vida, que tenham prazer em viver, tempo para desfrutar de felicidade! Então logo os chamamos de vagabundos e tentamos achar um emprego digno para o qual eles possam vender suas vidas!
Irônico que os perseguimos para torná-los zumbis como nós e então ficarmos sossegados, mas também nos alimentamos deles, uma vez que eles se tornam nosso símbolo por esperança, e nossa fonte para viver.
Então mais um filme de zumbi foi lançado, e com proposta tão bizarra que decidi matar minha curiosidade e assisti-lo. Surpreendentemente, Não me arrependi!
O filme conta a história de um zumbi que se apaixona por uma mortal, e a paixão o modifica. O amor faz com que ele deixe, aos poucos, de ser zumbi e volte a ser humano!
Parece excessivamente romântico, mas na verdade é uma teoria e tanto. Não é justamente esse sentimento de paixão por relações humanas, esse sentimento de amor, que coloca o outro num espaço importante e insubstituível em nossas vidas, que daria sentido maior a nossa existência, que nos faz querer faltar aos compromissos formais e viver mais a vida com o outro?
Quem sabe não é mais amor que precisamos para conseguirmos deixar de ser zumbis?! Claro que não apenas o amor romântico, como mostra o filme, mas também o amor por amigos, o amor por pessoas anterior ao amor por coisas e por ideias!
Enfim, penso: Não é a toa que os mitos dos zumbis estejam tão em alta ultimamente! Somos a cada dia uma pitada mais parecido com eles, e sim, perseguimos os que não são zumbis! Não conseguimos admitir que eles tenham uma vida, que tenham prazer em viver, tempo para desfrutar de felicidade! Então logo os chamamos de vagabundos e tentamos achar um emprego digno para o qual eles possam vender suas vidas!
Irônico que os perseguimos para torná-los zumbis como nós e então ficarmos sossegados, mas também nos alimentamos deles, uma vez que eles se tornam nosso símbolo por esperança, e nossa fonte para viver.
Então mais um filme de zumbi foi lançado, e com proposta tão bizarra que decidi matar minha curiosidade e assisti-lo. Surpreendentemente, Não me arrependi!
O filme conta a história de um zumbi que se apaixona por uma mortal, e a paixão o modifica. O amor faz com que ele deixe, aos poucos, de ser zumbi e volte a ser humano!
Parece excessivamente romântico, mas na verdade é uma teoria e tanto. Não é justamente esse sentimento de paixão por relações humanas, esse sentimento de amor, que coloca o outro num espaço importante e insubstituível em nossas vidas, que daria sentido maior a nossa existência, que nos faz querer faltar aos compromissos formais e viver mais a vida com o outro?
Quem sabe não é mais amor que precisamos para conseguirmos deixar de ser zumbis?! Claro que não apenas o amor romântico, como mostra o filme, mas também o amor por amigos, o amor por pessoas anterior ao amor por coisas e por ideias!
sábado, 8 de novembro de 2014
Ser
Se permitir ou se educar?
Se jogar, se repensar, se criar, se melhorar, se saber, se perdoar, se julgar, se lamentar, se encorajar? Sonhar, realizar, criar, matar, desenhar, escrever,compor, apagar, parar, correr, pular, abaixar, esquivar, enfrentar?
Estacionar, esperar, pensar?
Agir, gritar, viver?
A questão será mesmo ser ou não ser?
Talvez a questão seja o que ser. E então, como ser?
Vivo no ser ou não ser a prisão na dicotomia dos extremos. Vivo no ser ou não ser a morte de tudo que me é e não me é. De tudo em mim que compõe o meio, de tudo em mim que compõe o que as palavras que me cortam e me cindem não me deixar expressar.
Sadios são os loucos que se esquecem das palavras e vivem a primorosidade das imagens. Sadios são os loucos que se negam a formatarem-se nas bordas frias e cortantes de uma sociedade fundada na hipocrisia e nas máscaras. Sadios são os loucos. E louca sou eu.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Análise
O silêncio.
A espera.
Esperei e não estava lá. Confirmou-se então a fantasia do abandono. Na minha realidade, um fato. Na realidade dela, um desentendimento.
Mas se ela seria apenas reflexo do eu, então o que concluir?
RAIVA
As vezes, antes de crescer eu dou uma puta birra! E birra cabe raiva. Que bom que hoje dou birras, pois se elas existem é porque existe também desejo meu. Desejo que esteja em mim, e não apenas o desejo de ser o desejo do outro.
AINDA RAIVA
Como pude confiar, ou pior, condicionar meu cuidado a um outro qualquer? NÃO, EU ERRO. QUEM DEVE ME CUIDAR SOU EU. Eu nem a conheço, e ela é apenas profissional.
Mas da próxima vez que eu for lá me deitar eu terei que falar, e só de imaginar dói. Só no imaginar.
Eta louca, essa análise.
A espera.
Esperei e não estava lá. Confirmou-se então a fantasia do abandono. Na minha realidade, um fato. Na realidade dela, um desentendimento.
Mas se ela seria apenas reflexo do eu, então o que concluir?
RAIVA
As vezes, antes de crescer eu dou uma puta birra! E birra cabe raiva. Que bom que hoje dou birras, pois se elas existem é porque existe também desejo meu. Desejo que esteja em mim, e não apenas o desejo de ser o desejo do outro.
AINDA RAIVA
Como pude confiar, ou pior, condicionar meu cuidado a um outro qualquer? NÃO, EU ERRO. QUEM DEVE ME CUIDAR SOU EU. Eu nem a conheço, e ela é apenas profissional.
Mas da próxima vez que eu for lá me deitar eu terei que falar, e só de imaginar dói. Só no imaginar.
Eta louca, essa análise.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Homelher Mulhomem
Garoto Garota
Garot >> o (ou) a
Crianças
Menino Menina
Menin >> o (ou) a
Crianças
Vestido NÃO choro NÃO emoção NÃO delicadeza NÃO vaidade NAO >> O
Esporte NÃO relaxo NÃO peso/força NÃO agressividade NÃO rivalidade NÃO >> A
=== RESULTADO ===
HOMEM MULHER
HOME>>M<<ULHER
Implantaram no corpo a dor social, a dor conjugal
A dor de estar no oposto, no distante, no dual
Homelher Mulhomem
Memolhum Relhemoh
Lhomume Lhehom
Tantos poderiam ser
Tantos são
Tantos não queriam ser
Sabem o gosto da exclusão
Tantos, Tantos, e ainda tão poucos
Tantos, Tantos, Tantos e Eu
A dor de não se saber por terem o impedido tentar aprender
sábado, 13 de setembro de 2014
FEIURA
Nos acostumamos a falar apenas das flores e dedicar aos espinhos apenas o alerta. Nos acostumamos a falar do sol, raramente mencionando a sombra. Nos acostumamos a falar de fora e não de nós.
Ah... Tanta coisa boa para se falar, então porque falar da escuridão, da sombra, daquilo desagrada, desapaixona, desencanta? Principalmente se tudo isso for seu, for meu...
Engulo o medo que tenho de desencantar, desapaixonar. Engulo o receio de mostrar-me frágil, e mais uma vez falo de mim, mas na necessidade de expressar o que me deprime, me desencoraja, me amedronta e me envergonha em mim mesma.
Estou sempre atrasada. Sinto como se estivesse correndo atrás da vida desde os meus 15 anos de existência. Sinto meus músculos fortalecidos, mas não adianta. É como se eu acreditasse que agora corro apenas para não morrer e não mais para chegar em algum lugar, ou nem mesmo para acompanhar. Minhas pernas são fortes, mas apenas sobrevivem.
Tenho dificuldades com coisas simples, que a maioria das pessoas ao meu redor parecem fazer com certa simplicidade, porém são pra mim, confusas, não óbvias... Me sinto emburrecida numa vida repleta de burrices.
Sinto potência em mim, mas não tenho a menor ideia de fazê-la existir. Eu vejo a semente, mas não sei como regá-la. Tenho uma constante vontade de desistir... desistir de tudo, do mundo, de mim. Penso de mais, não faço muito, se faço muito comumente de maneira insuficiente.
Ando, continuo andando, mas ando tão cansada de viver essa adolescência tardia, repleta de revoltas internas e com o mundo, nessa briga por individualização, que ainda se pauta nos rostos alheios para tentar encontrar o seu próprio....
Algumas pessoas me olham e me admiram, acham que sou boa em algo, acham que sou uma pessoa determinada, forte. Quanta ilusão. Eu apenas as amo. Apenas. E por amá-las digo a elas de suas forças quando elas parecem perdidas, as abraço sempre com amor e carinho sincero e tento sempre as ouvir com cuidado, para saber devolver a elas suas próprias.
Muitas vezes, e acho que desde muito criança, desejei que o amor fosse suficiente para se viver. Na minha inocência infantil amava as plantinhas, os animaizinhos, as pessoas e me perguntava por que os policiais e os bandidos matavam, se não fazia sentido nenhum. Cresci, vi maldade no mundo, mas ainda não compreendo o desamor. Só que ainda não sei ser forte em mim, não sei ir e realizar a vida, apenas sei ser com o outro....
Claro, realizei coisas importantes em minha vida, a minha escuridão não se mostra externamente, ela mora aqui dentro, no meu saber sobre mim mesma, na minha tristeza, na minha impotência. Invejo, muito sinceramente, as pessoas que sabem que são boas em algo que se dá dinheiro e garante sua sobrevivência nessa vida concreta e material. Invejo também aqueles que se sabem bons e apenas. Mesmo os que sabem disso apenas num processo de negação, causam em mim certa inveja e admiração...
Termino esse texto, sem mesmo finalizá-lo, assim como se termina qualquer processo de catarse.
Ah... Tanta coisa boa para se falar, então porque falar da escuridão, da sombra, daquilo desagrada, desapaixona, desencanta? Principalmente se tudo isso for seu, for meu...
Engulo o medo que tenho de desencantar, desapaixonar. Engulo o receio de mostrar-me frágil, e mais uma vez falo de mim, mas na necessidade de expressar o que me deprime, me desencoraja, me amedronta e me envergonha em mim mesma.
Estou sempre atrasada. Sinto como se estivesse correndo atrás da vida desde os meus 15 anos de existência. Sinto meus músculos fortalecidos, mas não adianta. É como se eu acreditasse que agora corro apenas para não morrer e não mais para chegar em algum lugar, ou nem mesmo para acompanhar. Minhas pernas são fortes, mas apenas sobrevivem.
Tenho dificuldades com coisas simples, que a maioria das pessoas ao meu redor parecem fazer com certa simplicidade, porém são pra mim, confusas, não óbvias... Me sinto emburrecida numa vida repleta de burrices.
Sinto potência em mim, mas não tenho a menor ideia de fazê-la existir. Eu vejo a semente, mas não sei como regá-la. Tenho uma constante vontade de desistir... desistir de tudo, do mundo, de mim. Penso de mais, não faço muito, se faço muito comumente de maneira insuficiente.
Ando, continuo andando, mas ando tão cansada de viver essa adolescência tardia, repleta de revoltas internas e com o mundo, nessa briga por individualização, que ainda se pauta nos rostos alheios para tentar encontrar o seu próprio....
Algumas pessoas me olham e me admiram, acham que sou boa em algo, acham que sou uma pessoa determinada, forte. Quanta ilusão. Eu apenas as amo. Apenas. E por amá-las digo a elas de suas forças quando elas parecem perdidas, as abraço sempre com amor e carinho sincero e tento sempre as ouvir com cuidado, para saber devolver a elas suas próprias.
Muitas vezes, e acho que desde muito criança, desejei que o amor fosse suficiente para se viver. Na minha inocência infantil amava as plantinhas, os animaizinhos, as pessoas e me perguntava por que os policiais e os bandidos matavam, se não fazia sentido nenhum. Cresci, vi maldade no mundo, mas ainda não compreendo o desamor. Só que ainda não sei ser forte em mim, não sei ir e realizar a vida, apenas sei ser com o outro....
Claro, realizei coisas importantes em minha vida, a minha escuridão não se mostra externamente, ela mora aqui dentro, no meu saber sobre mim mesma, na minha tristeza, na minha impotência. Invejo, muito sinceramente, as pessoas que sabem que são boas em algo que se dá dinheiro e garante sua sobrevivência nessa vida concreta e material. Invejo também aqueles que se sabem bons e apenas. Mesmo os que sabem disso apenas num processo de negação, causam em mim certa inveja e admiração...
Termino esse texto, sem mesmo finalizá-lo, assim como se termina qualquer processo de catarse.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Encontros Bons Encontros
Decidi ir. Lá me senti solitária.
Mas minha solidão foi diferente de todas antes vividas, eu estava recheada de mim!
Faltou o abraço conhecido
Sobrou abraços novos, que muitas vezes inseguros, mas bastante acalentadores
Faltou filosofia barata e profunda, daquelas que só na intimidade se dá conta
Sobrou conversas descontraídas de corredor, enfeitadas por sorrisos, e pares de olhos que se enxergavam e trocavam afeto descomprometido
Faltaram nomes conhecidos
Sobraram cujos nomes menos importava que a intensidade e a boa vontade de saborear minutos caros de trocas humanas baratas - de onde veio, fala, gosta -
Fui. Desconstruída de mim, sem rumo e com pouca pretensão, eu fui. Finalmente descobri a delicia do encontro descompromissado, da troca simples, do estar em companhia de si mesmo e assim se fazer em companhia do mundo!
Foram tantos rostos, tantos corpos, foi tanto, que meus pensamentos perderam forma e ganharam leveza. E pude fazer o improvável, pois foi pensando que meditei. Foi pensando, sentindo, experienciando que me senti transcender aquilo que a segundos atrás eu era e não mais sou! Estou.
Mas minha solidão foi diferente de todas antes vividas, eu estava recheada de mim!
Faltou o abraço conhecido
Sobrou abraços novos, que muitas vezes inseguros, mas bastante acalentadores
Faltou filosofia barata e profunda, daquelas que só na intimidade se dá conta
Sobrou conversas descontraídas de corredor, enfeitadas por sorrisos, e pares de olhos que se enxergavam e trocavam afeto descomprometido
Faltaram nomes conhecidos
Sobraram cujos nomes menos importava que a intensidade e a boa vontade de saborear minutos caros de trocas humanas baratas - de onde veio, fala, gosta -
Fui. Desconstruída de mim, sem rumo e com pouca pretensão, eu fui. Finalmente descobri a delicia do encontro descompromissado, da troca simples, do estar em companhia de si mesmo e assim se fazer em companhia do mundo!
Foram tantos rostos, tantos corpos, foi tanto, que meus pensamentos perderam forma e ganharam leveza. E pude fazer o improvável, pois foi pensando que meditei. Foi pensando, sentindo, experienciando que me senti transcender aquilo que a segundos atrás eu era e não mais sou! Estou.
domingo, 1 de junho de 2014
FUCK IT ALL!!!!
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quinta-feira, 29 de maio de 2014
Clenil
A falta de ar que não faltara, por nunca ter sido mais que falta
A falta de ar que tomou lugar do desejo e sufocou
A mesma que confortou, conformou, confirmou
Enquanto os pulmões imploravam por ar.
A falta de ar chegou a definir
Condenou aos cantos, à sombra
Tirou enfoque, limitou o brilho, escondeu
A falta de ar não faltou
A falta de ar fazia falta quando nada faltava
Fazia diminuir o passo quando a corrida, promissora
Abandonar a quadra quando o time, ganhando
Atrasar para perdoar o bom desempenho
A falta faltou
Faltei eu
Falhou a tentativa de faltar
Completou
E agora?
A tua tão conhecida falta está indo embora.
Exija mais de teus pulmões, eles saberão o que é mais Ar!
A falta de ar que tomou lugar do desejo e sufocou
A mesma que confortou, conformou, confirmou
Enquanto os pulmões imploravam por ar.
A falta de ar chegou a definir
Condenou aos cantos, à sombra
Tirou enfoque, limitou o brilho, escondeu
A falta de ar não faltou
A falta de ar fazia falta quando nada faltava
Fazia diminuir o passo quando a corrida, promissora
Abandonar a quadra quando o time, ganhando
Atrasar para perdoar o bom desempenho
A falta faltou
Faltei eu
Falhou a tentativa de faltar
Completou
E agora?
A tua tão conhecida falta está indo embora.
Exija mais de teus pulmões, eles saberão o que é mais Ar!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Transformações
Engraçado! Jamais pensei ser possível vivenciar tantas mudanças. Jamais me pude imaginar numa vivência tão amorosa desta lapidação do eu. Sempre a pensei possível, mas a sentir na concreta experiência tem sido algo único. Muita coisa em minha vida mudou, as minhas relações foram se tornando melhores, minha percepção de mim se tornando mais real, e eis que a parte mais bela e difícil foi tomando forma de maneira tão sutil.
Ao conviver, e tentar ouvir melhor, ver melhor e aprender, vim desenvolvendo uma faceta do sentimento humildade nunca antes atingida por mim. Passei a perceber melhor minhas falhas, meus buracos, e meus desleixos. Fui percebendo o quão minha imperfeição é parte importante da perfeita experiência de existir como sujeito protagonista da própria história. Assim, tenho vindo me descascando de mim, e derrapando nas curvas das minhas próprias incoerências, ando me confundindo com o outro, me perdendo na dimensão solitária dos meus devaneios, me encontrando capaz, finalmente capaz de modificar o meu eu. Eu ando andando!
E ela por perto, me amando, me ouvindo, respeitando, e por simplesmente ser ela e estar ao meu lado, me transformando de maneira que jamais possível sem ela ao meu lado!
Ao conviver, e tentar ouvir melhor, ver melhor e aprender, vim desenvolvendo uma faceta do sentimento humildade nunca antes atingida por mim. Passei a perceber melhor minhas falhas, meus buracos, e meus desleixos. Fui percebendo o quão minha imperfeição é parte importante da perfeita experiência de existir como sujeito protagonista da própria história. Assim, tenho vindo me descascando de mim, e derrapando nas curvas das minhas próprias incoerências, ando me confundindo com o outro, me perdendo na dimensão solitária dos meus devaneios, me encontrando capaz, finalmente capaz de modificar o meu eu. Eu ando andando!
E ela por perto, me amando, me ouvindo, respeitando, e por simplesmente ser ela e estar ao meu lado, me transformando de maneira que jamais possível sem ela ao meu lado!
domingo, 30 de março de 2014
Portas
Tem portas que não se pode esperar abrir, algumas não se tem nem mesmo como bater!
Existem barreiras que, mesmo com tudo aproximando, simplesmente distanciam; Existem verdades que de tão cristalizadas se tornam as mais bizarras mentiras, mas ainda assim intransponíveis.
É irônico como meu olhar se negou a enxergar, por tanto tempo, que o amor muitas vezes não é o suficiente. E negou ainda que por tantas vezes me fora negado a oportunidade de amar, simplesmente por ser diferente.
Sem ter consciência dessas vivencias, sentia apenas a dor que elas me causavam, e com o tempo essa dor foi tendo corpo e um dia percebi sua fonte. Mas habilidade impar que tenho eu em fingir que é melhor, fui acreditando que era eu quem queria muito espaço, que era eu quem não me contatava, fui me encolhendo num canto, enquanto via as portas fechadas e não tinha condições de tentar, novamente, bater.
A dor foi sendo ouvida, ao ouvi-la não mais pude negá-la. E então agi, encarei, enfrentei. Encontrei portas que achava que estariam impossibilitadas de se abrirem entreabertas, já a minha espera, portas que adentrei e fui muito bem recebida, mas a porta que eu julgava mais importante estava completamente trancada.
Lamentei, chorei, desisti. Não valeria a pena esperar, sem jamais saber se a porta abriria. Sabia merecer bem mais... Minha porta estava aberta a tanto tempo, então parti com a minha porta aberta em busca de algo outro.
Nesse meio tempo me apropriei e também anestesiei minha dor. Comecei a achar que talvez fosse eu também a causadora das portas que me fechavam, que de alguma forma eu buscava portas que estariam fechadas, e ainda acho.... Não sei porque... Isso sequer me faz sentido racional. Mas, é o que existe.
Me vejo tentando ponderar, tentando respeitar, entender, e dar tempo ao tempo. E o que me faz tentar mais e melhor é o fato de que vejo, desta vez, a principal porta aberta. E mais, vejo também ela batendo na minha porta e esperando ela se abrir... Temos descoberto nossos mundos, e posso dizer que seu mundo me é incrível.
Existem barreiras que, mesmo com tudo aproximando, simplesmente distanciam; Existem verdades que de tão cristalizadas se tornam as mais bizarras mentiras, mas ainda assim intransponíveis.
É irônico como meu olhar se negou a enxergar, por tanto tempo, que o amor muitas vezes não é o suficiente. E negou ainda que por tantas vezes me fora negado a oportunidade de amar, simplesmente por ser diferente.
Sem ter consciência dessas vivencias, sentia apenas a dor que elas me causavam, e com o tempo essa dor foi tendo corpo e um dia percebi sua fonte. Mas habilidade impar que tenho eu em fingir que é melhor, fui acreditando que era eu quem queria muito espaço, que era eu quem não me contatava, fui me encolhendo num canto, enquanto via as portas fechadas e não tinha condições de tentar, novamente, bater.
A dor foi sendo ouvida, ao ouvi-la não mais pude negá-la. E então agi, encarei, enfrentei. Encontrei portas que achava que estariam impossibilitadas de se abrirem entreabertas, já a minha espera, portas que adentrei e fui muito bem recebida, mas a porta que eu julgava mais importante estava completamente trancada.
Lamentei, chorei, desisti. Não valeria a pena esperar, sem jamais saber se a porta abriria. Sabia merecer bem mais... Minha porta estava aberta a tanto tempo, então parti com a minha porta aberta em busca de algo outro.
Nesse meio tempo me apropriei e também anestesiei minha dor. Comecei a achar que talvez fosse eu também a causadora das portas que me fechavam, que de alguma forma eu buscava portas que estariam fechadas, e ainda acho.... Não sei porque... Isso sequer me faz sentido racional. Mas, é o que existe.
Me vejo tentando ponderar, tentando respeitar, entender, e dar tempo ao tempo. E o que me faz tentar mais e melhor é o fato de que vejo, desta vez, a principal porta aberta. E mais, vejo também ela batendo na minha porta e esperando ela se abrir... Temos descoberto nossos mundos, e posso dizer que seu mundo me é incrível.
quinta-feira, 27 de março de 2014
--_--_--_--_Morte!
Eu sei que irei morrer!
Caminho para o precipício, muda. Posso ouvir apenas meu coração e as folhas secas, que piso com pés descalços. Não ouço mais meus pensamentos, eles se foram de mim, e agora me resta apenas o vazio de não se saber.
Não choro, são as lágrimas que vazam de meus olhos inchados e cansados das tantas noites mal dormidas. Sigo em passos lentos de quem não tem outra escolha a não ser ser.
Paro na beira do penhasco. Não há quem possa me ouvir, me ver, muito menos me tocar. Agora sou apenas eu e a crua natureza. Sei que é este o caminho certo, o caminho que me colocará de fato em contato com a vida. O difícil é ter coragem para viver, antes da vida, a morte.
Diante dos últimos 30 centímetros de chão sob meus pés, exito entre as escolhas de dar apenas um passo ou saltar rumo ao vazio do ar. Meu corpo apático decide por mim, dando meu último passo, e então despencando meu corpo desfalecido no vazio do nada.
Morro!
E tento renascer na esperança de adquirir asas, ou mesmo escamas que me ensinem outra forma de me locomover!
Caminho para o precipício, muda. Posso ouvir apenas meu coração e as folhas secas, que piso com pés descalços. Não ouço mais meus pensamentos, eles se foram de mim, e agora me resta apenas o vazio de não se saber.
Não choro, são as lágrimas que vazam de meus olhos inchados e cansados das tantas noites mal dormidas. Sigo em passos lentos de quem não tem outra escolha a não ser ser.
Paro na beira do penhasco. Não há quem possa me ouvir, me ver, muito menos me tocar. Agora sou apenas eu e a crua natureza. Sei que é este o caminho certo, o caminho que me colocará de fato em contato com a vida. O difícil é ter coragem para viver, antes da vida, a morte.
Diante dos últimos 30 centímetros de chão sob meus pés, exito entre as escolhas de dar apenas um passo ou saltar rumo ao vazio do ar. Meu corpo apático decide por mim, dando meu último passo, e então despencando meu corpo desfalecido no vazio do nada.
Morro!
E tento renascer na esperança de adquirir asas, ou mesmo escamas que me ensinem outra forma de me locomover!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Vista!
Sempre presumi que haveria algo de mágico no contato com crianças bem pequeninas, mas nunca de fato soube dizer dessa magia ou mesmo inferir a seu respeito. Hoje tive a demostração de um desses momentos mágicos!
Estava eu trabalhando, quando uma menininha de apenas 2 aninhos virou pra mim, ainda se esforçando para lembrar meu nome que ela tinha repetido logo depois de mim a alguns minutos atrás, e perguntou-me: "Tata, você é menino ou menina?" Minha reação instantânea foi estranhar uma garotinha tão esperta não saber diferenciar meninos de meninas. E então lembrei a mim mesma que ela só tinha 2 anos e ainda estava realmente aprendendo a diferenciar. Devolvi a pergunta pra ela, tentando a ensinar: "Você acha que sou menino ou menina?" Ela então respondeu com os olhos vidrados e curiosos em mim, e com uma sinceridade absolutamente infantil "Você é menino ou meninaaa?"
Ela não tinha conseguido concluir se eu era menino ou menina e por isso apenas insistiu na pergunta. E eu... Eu respondi com o maior dos meus sorrisos do dia: "Menina, sou menina." Ela sorriu de volta e parou de me olhar.
Enquanto observava a ela e aos outros brincarem com massinha, vivi um devaneio que me marejou os olhos: Se eu tivesse respondido a pequena que eu sou um "menino" ela teria certamente me sorrido de volta e talvez, para ela, nada mudaria! Para a pequena não era obvio que eu era "menina", talvez por minhas brincadeiras serem diferentes das outras tias, que ela claramente identifica como "meninas", e isso a deixou confusa, mas não a fez julgar. Ela me olhava com olhos curiosos e cheios de amor.
Aquela pequena criança, que ainda está descobrindo o mundo, me fez chorar no caminho para casa, chorei de amor, chorei de alegria, chorei como criança, chorei porque me senti vista, me senti existente em essência. Aqueles olhos pequenos me viram nem homem nem mulher, aqueles olhos pequenos me viram!!!
Obrigada, pequena!!!
Estava eu trabalhando, quando uma menininha de apenas 2 aninhos virou pra mim, ainda se esforçando para lembrar meu nome que ela tinha repetido logo depois de mim a alguns minutos atrás, e perguntou-me: "Tata, você é menino ou menina?" Minha reação instantânea foi estranhar uma garotinha tão esperta não saber diferenciar meninos de meninas. E então lembrei a mim mesma que ela só tinha 2 anos e ainda estava realmente aprendendo a diferenciar. Devolvi a pergunta pra ela, tentando a ensinar: "Você acha que sou menino ou menina?" Ela então respondeu com os olhos vidrados e curiosos em mim, e com uma sinceridade absolutamente infantil "Você é menino ou meninaaa?"
Ela não tinha conseguido concluir se eu era menino ou menina e por isso apenas insistiu na pergunta. E eu... Eu respondi com o maior dos meus sorrisos do dia: "Menina, sou menina." Ela sorriu de volta e parou de me olhar.
Enquanto observava a ela e aos outros brincarem com massinha, vivi um devaneio que me marejou os olhos: Se eu tivesse respondido a pequena que eu sou um "menino" ela teria certamente me sorrido de volta e talvez, para ela, nada mudaria! Para a pequena não era obvio que eu era "menina", talvez por minhas brincadeiras serem diferentes das outras tias, que ela claramente identifica como "meninas", e isso a deixou confusa, mas não a fez julgar. Ela me olhava com olhos curiosos e cheios de amor.
Aquela pequena criança, que ainda está descobrindo o mundo, me fez chorar no caminho para casa, chorei de amor, chorei de alegria, chorei como criança, chorei porque me senti vista, me senti existente em essência. Aqueles olhos pequenos me viram nem homem nem mulher, aqueles olhos pequenos me viram!!!
Obrigada, pequena!!!
domingo, 19 de janeiro de 2014
É um mundo prospero, onde se pode ser quem é, se pode errar, se pode confiar, se pode perder, porque se pode ganhar.
É um mundo real, onde o concreto se sobrepõe ao imaginário, onde a voz é mais forte que o pensamento, onde os gritos atraem olhares, e não apenas olhares, mas mãos que buscam ajudar.
É um mundo novo onde jamais pensei adentrar, onde há descontração, alegria, trabalho duro, vontade de crescer e de mudar.
Mudar vidas, mudando assim o mundo!
Preparando...
3...
2....
1....
É um mundo real, onde o concreto se sobrepõe ao imaginário, onde a voz é mais forte que o pensamento, onde os gritos atraem olhares, e não apenas olhares, mas mãos que buscam ajudar.
É um mundo novo onde jamais pensei adentrar, onde há descontração, alegria, trabalho duro, vontade de crescer e de mudar.
Mudar vidas, mudando assim o mundo!
Preparando...
3...
2....
1....
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Livre!!
Amar Mais
Mais Mar
Mais May
Mais Mar
Mais May
A(o)mar
Ah, Mar!! Ah, May!! Ah, Mais!!!
Mais-Me
Mar-Me
May-Me
MaysAmar!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A Parte Escura
Tenho mesmo essa dificuldade de falar sem explicar. Parece mesmo que quando nasci o primeiro sinal de raciocineo que pude ter foi tentando explicar alguma coisa. Me sinto mal, pois isso me faz calar quando o que sinto não consegue por mim ser explicável, isso sem dizer nas vezes que complico toneladas por tentar explicar antes de simplesmente usar o nome comum, como ciúmes!
Não é fácil, não tem sido fácil minha relação com as palavras. Aqui estou eu que me propus a tentar simplesmente escrever livre como me vem a cabeça, mas estou aqui presa a explicação do como não consigo deixar de explicar!
Raios!
Vou começar novamente... Quem sabe...
Quero perto, muito perto, quero tanto que deixo longe. Longe temo, não seguro, e penso, sinto e penso. Sinto e penso, penso, penso. E o que sinto então me transborda! Tento explicar, mas as palavras correm de mim talvez espantadas pelo medo que sinto de pronunciá-las ou mesmo saber que existem!
Um dia me acreditei dona de mim, e esse dia foi uma ilusão! Um dia me acreditei fora de mim e esse dia foi apenas um sonho.
Tem vezes que esperar é dolorido, que trabalhar dá trabalho demais e que tudo que se gostaria era um pouco de inexistência. "Por favor, Garçom, Poderia me servir uma dose de inexistência? .....Que? Não acredito que acabou!..... Tá, Tá então, pode servir a dose de alienação mesmo."
A humanidade trás a angústia junto ao sopro da vida, por toda ela. Muitos filósofos passam toda a vida dissertando a cerca da existência: o que é, como é, se existe ou não... E então eles simplesmente morrem! Nada há que fazer com a vida a não ser vivê-la até o ponto em que não se precisará mais.
Montanha, vento, sol, e ainda assim gelado!
Curva, sopro, luz, e ainda assim...assim!
Não é fácil, não tem sido fácil minha relação com as palavras. Aqui estou eu que me propus a tentar simplesmente escrever livre como me vem a cabeça, mas estou aqui presa a explicação do como não consigo deixar de explicar!
Raios!
Vou começar novamente... Quem sabe...
Quero perto, muito perto, quero tanto que deixo longe. Longe temo, não seguro, e penso, sinto e penso. Sinto e penso, penso, penso. E o que sinto então me transborda! Tento explicar, mas as palavras correm de mim talvez espantadas pelo medo que sinto de pronunciá-las ou mesmo saber que existem!
Um dia me acreditei dona de mim, e esse dia foi uma ilusão! Um dia me acreditei fora de mim e esse dia foi apenas um sonho.
Tem vezes que esperar é dolorido, que trabalhar dá trabalho demais e que tudo que se gostaria era um pouco de inexistência. "Por favor, Garçom, Poderia me servir uma dose de inexistência? .....Que? Não acredito que acabou!..... Tá, Tá então, pode servir a dose de alienação mesmo."
A humanidade trás a angústia junto ao sopro da vida, por toda ela. Muitos filósofos passam toda a vida dissertando a cerca da existência: o que é, como é, se existe ou não... E então eles simplesmente morrem! Nada há que fazer com a vida a não ser vivê-la até o ponto em que não se precisará mais.
Montanha, vento, sol, e ainda assim gelado!
Curva, sopro, luz, e ainda assim...assim!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Quando?
Quando foi que aprendeu a ter medo de se sujar? Quando aprendeu a se incomodar com o molhado da chuva, com o grude da areia, com o sopro do vento? Quando foi que perdeu gosto pelo tempero e passou a preferir o morno?
Quando? Quando que tudo foi?
Quando foi que passou a acreditar que insetos eram perigosos? Quando foi que decidiu que colorir um desenho no papel, que brincar com coloridas massinhas de modelar, ou mesmo correr num simples pega-pega já não eram mais tarefas para você?
Quando foi? Quando que tudo passou a passar?
Quando que desistiu de falar com os olhos e de olhar mais pro olhos do que para boca? Quando perdeu a habilidade de sorrir das sensações do corpo? Quando parou de chorar por simples frustração do desejo? Quando parou de dizer não só pra testar o sabor de dar limite ao mundo? Quando parou de acreditar que você também poderia dar os limites?
Quando passou? Quando que tudo parou?
Você respira, anda, pensa, mas não sabe que o faz. Você diz, olha, sente, mas não percebe. Você andou se esquecendo de esquecer e apenas viver, você andou.
Você andou porque foi
Por que foi?
Por que passar?
Por que parou?
Por que porquê?
Você não sabe nada do mundo, e jamais saberá. É o mundo que deve saber de você. Vá Logo Viver!
Quando? Quando que tudo foi?
Quando foi que passou a acreditar que insetos eram perigosos? Quando foi que decidiu que colorir um desenho no papel, que brincar com coloridas massinhas de modelar, ou mesmo correr num simples pega-pega já não eram mais tarefas para você?
Quando foi? Quando que tudo passou a passar?
Quando que desistiu de falar com os olhos e de olhar mais pro olhos do que para boca? Quando perdeu a habilidade de sorrir das sensações do corpo? Quando parou de chorar por simples frustração do desejo? Quando parou de dizer não só pra testar o sabor de dar limite ao mundo? Quando parou de acreditar que você também poderia dar os limites?
Quando passou? Quando que tudo parou?
Você respira, anda, pensa, mas não sabe que o faz. Você diz, olha, sente, mas não percebe. Você andou se esquecendo de esquecer e apenas viver, você andou.
Você andou porque foi
Por que foi?
Por que passar?
Por que parou?
Por que porquê?
Você não sabe nada do mundo, e jamais saberá. É o mundo que deve saber de você. Vá Logo Viver!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Aprendendo a AMAR
Tenho sorte porque nasci aprendendo a amar e receber amor. Não disse nasci sabendo, mas aprendendo Aprendi rápido e forte e venho amando muito, ainda assim não sei, apenas aprendo.
Amo minha família, amo meus amigos, amo a vida, amo a tudo que de maneira positiva e negativa me constituiu, amo também a possibilidade de amar.
Então conheci alguém que vem emudecendo o meu amor. Eu olhava para ela e via algumas coisas de meus amigos, eu via também algo da minha família, eu via muito da vida nela, eu via um pouco de mim. Eu vi nela o meu mundo, nos olhos dela imensidão, no sorriso a alegria que queria ao meu lado para sempre, na pele dela eu quis a pela minha!
Eu que tanto amei na vida, que tanto amor vim aprendendo, vivi então o medo de amar, pois o desejo era de alma e quando é de alma é tanto que a mente tenta ponderar. Ponderei o quanto pude, mas naquela noite já não podia mais, naquela noite ao dizer "eu te amo" as lagrimas caíram rompendo com qualquer ponderação.
Nunca antes houvera amado assim de mãos dadas, nunca antes houvera experimentado a sensação de romance tamanho que se tenha vontade de perder-se no outro, com o outro. E então venho me deparando com mais um aprendizado do amor: venho aprendendo a amar calada, porque as palavras já não dão conta do amor que quero dizer!
Tudo que posso escrever ou falar é clichê! E mesmo eles são incompletos!
Eu a amo calada, e falando o tempo inteiro!
Eu amo ela ter me ensinado que ao invés de "mas" eu posso usar "e"
Eu amo ela ter carinho nas palavras e no olhar
Amo aprender a amar a praia
Amo ela amar a praia
Amo o novo sentido que a palavra Santos tem hoje em minha vida
Amo a ironia dela amar as palavras e eu viver dislexiando elas todas
Amo ela gostar de poesia e MPB
Amo ela ser a grande responsável por eu conseguir prestar atenção nas letras das músicas
Amo ela reclamar que eu não abraço depois que adormeço (e pretendo sinceramente convencer meu inconsciente a ser mais carinhoso!)
Amo ela viver a música como uma espécie de mantra diário multidiversificado
Amo ela ter muitos amigos e ter muito espaço na vida dela pra eles
Amo a maneira doce como ela ama a família
E por amá-la tanto, já amo a família dela de brinde, afinal para terem criado uma pessoa tão incrível eles certamente são incríveis
Eu amo a ideia de ficar com ela muito tempo, mas muito tempo
Amo também a frase "que seja eterno enquanto dure" porque ela na verdade fala da verdade mais verdadeira da vida, só que de um jeito meio torto... para mim ela diz: o agora é eterno então viva-o como tal.
Eu A amo nessa eternidade do agora! Um agora curioso que fica tentando saber do passado para amar o passado também, um agora teimoso que nega que o 'antes' ele não viu, e um agora obstinado que tem certeza que permanecerá no futuro e logo sonha, logo se planeja ao lado dela!
Eu amo esse meu agora também!
Ah! Como ando amando!!! E se ando tendo tanto amor é porque tenho tido o amor dela, multiplicador do meu!
E antes de terminar de jogar tudo que borbulhava em mim para esta tela em branco devo dizer, ou melhor, confessar que se coloquei no passado os vários verbos no começo do texto, é porque ainda estava construindo coragem para colocá-los no presente e no contínuo!
http://www.youtube.com/watch?v=fNB7OdyX3_g
Amo minha família, amo meus amigos, amo a vida, amo a tudo que de maneira positiva e negativa me constituiu, amo também a possibilidade de amar.
Então conheci alguém que vem emudecendo o meu amor. Eu olhava para ela e via algumas coisas de meus amigos, eu via também algo da minha família, eu via muito da vida nela, eu via um pouco de mim. Eu vi nela o meu mundo, nos olhos dela imensidão, no sorriso a alegria que queria ao meu lado para sempre, na pele dela eu quis a pela minha!
Eu que tanto amei na vida, que tanto amor vim aprendendo, vivi então o medo de amar, pois o desejo era de alma e quando é de alma é tanto que a mente tenta ponderar. Ponderei o quanto pude, mas naquela noite já não podia mais, naquela noite ao dizer "eu te amo" as lagrimas caíram rompendo com qualquer ponderação.
Nunca antes houvera amado assim de mãos dadas, nunca antes houvera experimentado a sensação de romance tamanho que se tenha vontade de perder-se no outro, com o outro. E então venho me deparando com mais um aprendizado do amor: venho aprendendo a amar calada, porque as palavras já não dão conta do amor que quero dizer!
Tudo que posso escrever ou falar é clichê! E mesmo eles são incompletos!
Eu a amo calada, e falando o tempo inteiro!
Eu amo ela ter me ensinado que ao invés de "mas" eu posso usar "e"
Eu amo ela ter carinho nas palavras e no olhar
Amo aprender a amar a praia
Amo ela amar a praia
Amo o novo sentido que a palavra Santos tem hoje em minha vida
Amo a ironia dela amar as palavras e eu viver dislexiando elas todas
Amo ela gostar de poesia e MPB
Amo ela ser a grande responsável por eu conseguir prestar atenção nas letras das músicas
Amo ela reclamar que eu não abraço depois que adormeço (e pretendo sinceramente convencer meu inconsciente a ser mais carinhoso!)
Amo ela viver a música como uma espécie de mantra diário multidiversificado
Amo ela ter muitos amigos e ter muito espaço na vida dela pra eles
Amo a maneira doce como ela ama a família
E por amá-la tanto, já amo a família dela de brinde, afinal para terem criado uma pessoa tão incrível eles certamente são incríveis
Eu amo a ideia de ficar com ela muito tempo, mas muito tempo
Amo também a frase "que seja eterno enquanto dure" porque ela na verdade fala da verdade mais verdadeira da vida, só que de um jeito meio torto... para mim ela diz: o agora é eterno então viva-o como tal.
Eu A amo nessa eternidade do agora! Um agora curioso que fica tentando saber do passado para amar o passado também, um agora teimoso que nega que o 'antes' ele não viu, e um agora obstinado que tem certeza que permanecerá no futuro e logo sonha, logo se planeja ao lado dela!
Eu amo esse meu agora também!
Ah! Como ando amando!!! E se ando tendo tanto amor é porque tenho tido o amor dela, multiplicador do meu!
E antes de terminar de jogar tudo que borbulhava em mim para esta tela em branco devo dizer, ou melhor, confessar que se coloquei no passado os vários verbos no começo do texto, é porque ainda estava construindo coragem para colocá-los no presente e no contínuo!
http://www.youtube.com/watch?v=fNB7OdyX3_g
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bons Encontros!
Eu andava absolutamente distraída pela rua. Olhei na direção dos ônibus para me decidir de vez se iria a pé ou de condução, e foi então que percebi que alguém me encarou. Olhei e era uma pessoa que eu conhecia muito pouco, mas que tinha carinho de sobra!
Conversamos o trivial sem saber que minutos depois estaríamos trocando confidências e filosofando sobre a vida juntas. Ela me disse que estava indo para a casa do namorado, professor que estava dando um churrasco porque seria paraninfo de um turma que ele dava aula, então acabei com minha dúvida mesmo ali, "eu iria andando".
Fui acompanhando ela e chegando na altura do caminho que tomaríamos rumos diferentes, vi ela exitar quanto a ida a festa sozinha, e ela me pediu para acompanhá-la, e eu por algum motivo, me joguei na vida e disse que iria, mas ficaria apenas por alguns minutos.
Entrei, e me deparei com a agradável surpresa de que figuras que haviam sido muito importantes na minha vida estavam naquela mesma festa (ex-professores do cursinho), pessoas que me ajudaram a me formar como sujeito, que me levaram a desconstruir preconceitos e perceber que o mundo era muito mais torto do que eu podia conceber e que muito da beleza dele estava exatamente na não-linearidade.
Hoje tive um bom encontro, que me abriu a possibilidade de viver muitos bons encontros numa mesma noite! Encontro com pessoas que partilham de uma identidade de classe, de uma identidade social, e de um ideal de vida: viver para viver e fazer viver melhor! Sou grata ao universo por essa grandiosa noite! Sou grata a vida por essa linda coincidência! Sou grata a minha amiga por ter me convidado a ir com ela!! Sou grata a mim mesma por ter conseguido apenas viver o momento e me permitir uma rota diferente da que eu houvera traçado!!
Conversamos o trivial sem saber que minutos depois estaríamos trocando confidências e filosofando sobre a vida juntas. Ela me disse que estava indo para a casa do namorado, professor que estava dando um churrasco porque seria paraninfo de um turma que ele dava aula, então acabei com minha dúvida mesmo ali, "eu iria andando".
Fui acompanhando ela e chegando na altura do caminho que tomaríamos rumos diferentes, vi ela exitar quanto a ida a festa sozinha, e ela me pediu para acompanhá-la, e eu por algum motivo, me joguei na vida e disse que iria, mas ficaria apenas por alguns minutos.
Entrei, e me deparei com a agradável surpresa de que figuras que haviam sido muito importantes na minha vida estavam naquela mesma festa (ex-professores do cursinho), pessoas que me ajudaram a me formar como sujeito, que me levaram a desconstruir preconceitos e perceber que o mundo era muito mais torto do que eu podia conceber e que muito da beleza dele estava exatamente na não-linearidade.
Hoje tive um bom encontro, que me abriu a possibilidade de viver muitos bons encontros numa mesma noite! Encontro com pessoas que partilham de uma identidade de classe, de uma identidade social, e de um ideal de vida: viver para viver e fazer viver melhor! Sou grata ao universo por essa grandiosa noite! Sou grata a vida por essa linda coincidência! Sou grata a minha amiga por ter me convidado a ir com ela!! Sou grata a mim mesma por ter conseguido apenas viver o momento e me permitir uma rota diferente da que eu houvera traçado!!
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